sábado, 28 de fevereiro de 2009

240


Mimimi, revolta. Tetsu, seu orelhudo, por que raios decidiram levar seus queridos fas a falencia?

Por muito tempo eu (muita gente) so consiguirei pensar no "240". Maldita crise, maldito iene, argh, ovelhas, malditas ovelhas.

Enfim... Esse post nao tera sentido algum, meu teclado resolveu pirar e nao esta colocando os acentos nos devidos lugares e essa semana tem sido bem estressante para o meu gosto, foram mais decepçoes, coisas que me deixaram bem furiosa, preconceito... Triste falar.

Estou viciada no mais recente trabalho do BUCK-TICK, boh, com certeza deve ser o meu album favorito, conseguindo ultrapasar "13Kai wa Gekkou" e "HURRY UP MODE", o Sakurai sempre consegue me surpreender, a voz dele nao e muito alta, mas nao deixa de ser incrivel, pena que me falta dinheiro para comprar "Memento Mori", vou chorar ok.

Ganhei uma camiseta e um chaveiro feliz, direto de Fortaleza, invejem-me... Ta nao precisam invejar, humanos sao fracos, eu sei.

Tem chovido bastante esses dias, adoro isso, e otimo para dormir, e relaxante, definitivamente eu amo chuva. Vontade de se enfiar debaixo das cobertas e ver um bom filme/show, garanto que voces sentem o mesmo, so um chato pra dizer o contrario.

Descobri que sou um centauro, mas na verdade eu sou uma ovelha, reflitao.

Outra coisa... Ao se arrastarem, por favor, usem joelheiras e cotoveleiras, uma sabia dica, infelizmente ninguem me disse nada sobre isso, começo a desconfiar, teoria da conspiraçao...Essas ovelhas.

Sim, eu ainda farei um filme de terror baseado em ovelhas, SERA um sucesso.

Hoje tambem descobri que sou o doce mais doce, ui (ATORON) sou um negrinho sem granulado; alem de receber a tragica informaçao: sou uma pessoa mais doente que "Naça qqs", estou chocada, nao me perturbem, foi um dia agitado, muito agitado...Agora.... Como era mesmo, doutor?

Ah sim, 240.


Obs: assim como eu voce nao deve ter entendido nada, nao fique triste... Era so para uma pessoa parar de encher, Saccomori, faça um blog e assim nos poderemos te irritar com pedidos de novas postagens, ok? fikdik

Alias, decifre os acentos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

É


Mesmo que ninguém leia irei escrever.


Noite passada chorei... Bastante até. Engraçado, pois não havia razão para tal coisa, foi uma daquelas vontades que surgem do nada.


Sinto-me triste, e feliz ao mesmo tempo. O grande momento está chegando, pouco mais de duas semanas e partirei para uma nova etapa, um novo caminho. Algo que sei me fará crescer, irá me permitir evoluir.


Ultimamente tenho aproveitado ao máximo o tempo que tenho com minha mãe e irmãos, sabe... Dar valor àqueles pequenos momentos os quais sentirei muita falta futuramente, tanta coisa irá mudar, temo não estar preparada.


Recomeçar. Outra cidade, outra moradia, outras pessoas – como diria o Luis -. Não quero voltar para o velho casulo. Sinto medo apenas de pensar que as pessoas aqui me esqueçam, ou substituam, será a amizade verdadeira? Só o tempo e a distância irão responder.


Sabe... Essa é uma das coisas boas da internet, poder conversar sem ter que mostrar suas verdadeiras emoções, você pode fingir uma risada, fingir estar contente para que a pessoa do outro lado se sinta bem, ou simplesmente não se preocupe pelo seu estado atual. Faço isso constantemente.


Lembro de algo que me foi dito por uma ex-colega: “Tuka, você está sempre sorrindo ao conversar, eu acho isso bacana”. A principio encarei como um elogio, apesar de que... Nunca havia notado esse pequeno gesto, eu sorria enquanto conversava?


Wow, mas que grande surpresa... Porém... Eu passei a pensar nisso de maneira mais séria. Por que eu sorria? Talvez para passar uma imagem de simpatia adiante? Para me proteger?


Poucas são as vezes que eu realmente sinto vontade de sorrir, acho que acabei viciando nessa coisa de rir e tentar fazer os outros rirem... É... Acho que é por isso, se eu conseguisse passar uma boa impressão as pessoas iam gostar de mim.


Não tive bons momentos durante o tempo de ensino fundamental, quase sempre voltava para casa e chorava com medo do dia seguinte, é algo que tento borrar da memória.


Quando mudei de escola eu tomei uma decisão, se você sorrir e criar um ambiente agradável as pessoas irão se aproximar, mesmo que superficialmente, você não terá tantos problemas, você terá com quem conversar, seja simpática e ninguém irá te machucar, tente ser mais parecida com os outros e ninguém te perturbará.


Aparentemente funciona.


Para esclarecer algo, não sou alguém que gosta de estreitar relações, não sou de falar muito sobre meus problemas e temores, penso que se o fizer estarei sendo fraca, covarde. Não gosto de importunar as pessoas com meus medos, com atitudes que incomodam e magoam, prefiro ser indiferente e fingir que está tudo bem. Se vejo uma relação avançar para um laço mais estreito farei de tudo para me afastar, isso irá me proteger de uma possível mágoa futura.


Dessa forma, é mais fácil estampar um sorriso no rosto e tentar fazer as pessoas ao seu redor sentirem-se bem, ainda que no fundo a dúvida corroa seu coração. Essas pessoas realmente me conhecem, eu me conheço? Por que é tão difícil acreditar em algo assim?

É estúpido e egoísta, mas dentro de mim sinto um terrível vazio, medo de estar sozinha. Por mais que me digam o contrário, meu coração ainda não está convencido.


“Quando eu falo com alguém
não tenho palavras para dizer como me sinto
Quando eu tento e as coloco juntas,
percebo minha malícia em dizer o que sinto.”


(supernova_BUMP OF CHICKEN)


Todo esse tempo dependendo de alguém... Como será a partir de agora? Apenas uma certeza tenho: Continuarei me esforçando ao máximo para fazer as pessoas sorrirem, ainda que isso só me cause mais dor e dúvida, continuarei assim até receber uma resposta, quando meu coração e mente entrem em consenso.


Mou... Realmente é chato falar disso...


Yosh! Próximo post teremos algo divertido e alegre, para fazê-los sorrir, ok? É uma promessa.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

DIÁRIO DE VIAGEM, FINAL

Dia 6

Olá, sinto tê-lo abandonado ontem, mas por certas razões eu mal conseguia sair da cama...

Pois é, tive algum tipo de intoxicação, provavelmente o salmão daquela pizza... Argh, só de lembrar da cor, do cheiro... Volto a sentir vontade de vomitar.

Não é nada legal passar mais de cinco horas num entra e sai do banheiro, despejando tudo o que tem direito, prefiro não entrar em maiores detalhes, já que é algo tri nojento e traz más lembranças... Contudo, por incrível que pareça, sinto estar me recuperando bem rápido, consegui comer algumas frutas e uma porção de batatas no almoço. Meu café foi gelatina...

Passei toda tarde tentando dormir, a dor de cabeça era muito forte e pensei que se tomasse algo para cessá-la só irritaria mais meu estômago e fígado, preferi não arriscar. Mas como disse: Me recupero rápido.

Dei uma volta à beira-mar, até entrei um pouco na água, não demorou muito e comecei a sentir dor. Sorte que a janta desta noite não possuiu carne... Tornei a comer batatas.

Curiosamente lembro de poucas coisas de hoje, alguma parte do meu cerébro foi afetada? Medo.

Ah! A Elidiane apareceu na porta para me desejar melhoras, ontem. Ela precisa de alguém para brincar, hm.


Dia 7

BOM DIA!

São nossas últimas horas aqui e não quero passar a maior parte do tempo escrevendo então faremos um breve resumo:

Ir à praia, caminhar, catar conchas, torcer por boas ondas.

Almoço: churrasco.

Pequeno descanso, arrumas as malas, praia.

Comprar mangás, ligar para o Fabi, horário de partida: 18 horas.

Nos deseje boa viagem.

Obs: Espero conseguir ouvir o GRE-NAL pelo rádio.


Pós Viagem

Nosso retorno foi tranquilo, sem grandes surpresas, apenas um pouco de congestionamento quando estávamos próximos a Balneario Camboriu.

Houve um pequeno tumulto após a possibilidade de não termos como ouvir o jogo, hoho, a maioria do pessoal era gremista (sofredores). Acho que quase comi os dedos de tanto nervosismo (sim... sou uma pessoa semi-fanática), nada que o primeiro gol não aliviasse (mentira), eu só voltei a me acalmar depois que confirmaram a vitória do Inter... O motorista parou para jantarmos a 5 minutos do fim... Detalhe: a comida do lugar era MUITO ruim, comi massa e salada e mesmo assim voltei a sentir o estômago.

Depois vimos um documentário da Madre Paulina alguma coisa, peguei no sono logo nos primeiros minutos e só acordei em Concórdia. Meu pai não atendia o telefone, desespero.

No fim das contas tivemos que acordar o Fabrício, as 4 da manhã, não seria tão ruim se no dia anterior a esposa dele não tivesse batido o carro e o time dele perdido...

Xena e Naru nos receberam enlouquecidas, tomei banho, escovei os dentes, coloquei meu pijama de aniversário e caí na cama, acordei apenas as 10 horas.

Estou cansada.


Não é grande coisa, mas aqui está o post que encerra essa pequena saga e a prova de que, sim, eu posso sobreviver à praia.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DIÁRIO DE VIAGEM, PARTE III


Antes de mais nada peço desculpas por não ter postado ontem, estava com as pupilas dilatadas e seria algo bem ruim ter que ler e passar o texto para o computador... Estou feliz. Fatos recentes me deixaram bem contente e para completar está chovendo bastante. Hoje meu irmão embarca para Fortaleza, então a Yumi ficará conosco por 10 dias, mas isso não importa agora.


Dia 3

Querido caderno de anotações estou descendo para ajudar a orgazinar o café. Está madrugada choveu um pouco, mas o dia inicia abafado, nos deseje sorte naquela cozinha.

...

Arranjei um tempo para escrever, terminei de varrer o salão e arrumei as mesas. Mamãe trouxe dois baldes gigantescos recheados com biscoitos que ela fez, acho um exagero tanta coisa, mas... Seremos os últimos a tomar café e poucas pessoas já desceram, meu estômago começa a reclamar... Droga. Pela manhã não teremos como sair daqui, por isso, nada de praia, quem sabe pela tarde se alguma alma boa não se importar em ficar cuidando a casa.

...


Enganei-me feio. As bolachas esgotaram e eu só consegui comer meia dúzia mimimi, já não aguento comer mamão, alguém, por favor, compre outras frutas (se bem que hoje havia laranjas, porém não havia muito suco nelas, ai). Acho que nunca varri tanto num dia só, isso que ainda estamos iniciando o "expediente". Quando terminei levei Elidiane para comprar a sua mola colorida, ela me disse que o Chico também queria uma, levamos duas. No caminho a menina me encheu de perguntas e eu as respondi com toda calma (estarei virando um monstro?). Ao chegarmos fiquei cuidando dela enquanto sua mãe ajudava com o almoço. Sabe que ela tem uma letra bonitinha?

Ok, já está na hora de servir o pessoal, em breve volto com mais memórias, huhu.

...

Louça. Muita louça. Meus braços doem. O cardápio de hoje: arroz, feijão, moranga caramelada, galeto e salada. Sobrou pouca coisa, felizmente. O que eu mais quero agora é cair na cama e descansar um pouco.


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Fui, voltei e te abandonei, né? Conseguimos "escapar" até a praia, o mar estava muito calmo pro meu gosto, não teve graça e para piorar esqueci de passar o protetor nas costas e no rosto, arde. A parte boa é que para a janta será servido apenas o que sobrou do almoço, huhu. Folga. Wow! Esqueci de contar que fiz o rancho num sebo aqui perto. Comprei alguns mangás tipo: Evangelion, X, Vagabond e Ring. Feliz, feliz, feliz.

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Mais dois casais chegaram, mais crianças, há uma menininha que eu adoraria dar um bico, ela grita muito e os ouvidos não aguentam, o que me admira a mãe dela que ao invés de fazer algo só fica fumando, te contar, hein.
Irei dormir cedo, pra falar a verdade já estou indo... Morta. Começo a me acostumar a esse lugar, os dias parecem sempre os mesmos, sinto-me perdida no tempo, que dia é mesmo?


Dia 4

Quinta-feira, mas ainda não sei qual dia

...


Não desci para desjejuar, acho que comi muito crepe ontem (sinto ter esquecido mencionar isso). Avisaram-me que hoje o almoço será peixe... Não gosto de peixe. E agora, quem poderá me defender?

...


Estou aqui sentada, escrevendo, o lugar está semi-deserto, as pessoas já migraram para a areia. Aproveitarei para escrever. O pessoal fica curioso quanto ao que escrevo. Ontem perguntaram por que eu não parava de estudar, ou se eu era algum tipo de tradutora. Tolinhos. Eu bem podia ter respondido: "Não é nada de especial, apenas uma história com alto conteúdo gay :D", mas creio não ser uma boa idéia, por isso apenas omiti a parte "gay".

Agora vamos almoçar, me deseje boa sorte, pois serei obrigada a provar o peixe.

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Sobrevivi! E gostei do Cação frito (por incrível que pareça). Também tínhamos polenta, moqueca (acho que era isso) e salada.

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Minha tia acaba de entrar para avisar que está o maior tumulto lá embaixo. A polícia está aqui. Parece que nossa vizinha de casa anda roubando toalhas e roupas de banho. Os policiais entraram à força na casa da "senhora", segundo o que ela ouviu a mulher retrucava que não podiam sem um mandado. Mesmo assim os homens entraram e encontraram um quarto cheio de muambas, hoho, velhinha safada.

Depois disso ela ficou gritando para meio mundo que somos uma tropa que saiu de onde o diabo perdeu as botas para infernizar a sua vida...

Ah! Ela resolveu ligar para a advogada, o negócio deve ter sido mesmo feio, a dona Marilda está chorando ao quarto lado, sinto-me totalmente perdida nessa história.

Enfim, vamos ao mar, pois depois temos hora marcada na pizzaria.

...

O tempo fica alternando, um pouco Sol, um pouco de nunvens, refrescou.

Após um longo período voltei a usar essa saia e sandália, argh, é estranho, não me sinto à vontade.

...

Último relato do dia: minhas pernas doem.


Continua...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

DIÁRIO DE VIAGEM, PARTE II


Dia 2

La la la. Terça-feira. Gosto desse dia da semana, acontecem coisas felizes nas terças, e espero que seja assim hoje. O café era o mesmo de ontem, mas hoje comi mamão e melão. O mesmo esquema de segunda, ir à praia pela manhã, entrar um pouco na água e voltar na hora do almoço.

Hoje não há Sol, e sim muito vento e nuvens, creio que poucos se arriscarão a ir para a água.

...

Como esperado o mar estava bem agitado, a água agradável, as ondas ótimas e poucas pessoas. Consegui algumas conchas, minúsculas, mas conchas. Também encontrei três siris mortos, senti pena deles.

Acho curioso e repugnante encontrar uma placa de "água IMPRÓPRIA para banho" e as criaturas se deliciando nela, aquele esgotão correndo e os indíviduos atravessando sem medo, jogando bola naquilo, argh, deu um nó no estômago...

Ah! Mamãe quase foi levada por uma onda, minha culpa... Ela estava distraída e não avisei que vinha uma grande... Resultado: ela boiando sem conseguir se levantar e eu rindo, admito, sou cruel.

Enfim, hoje o almoço foi churrasco, mais uma vez a carne se encontrava tri macia e suculenta (e olha que eu nem sou fã de carne). Servi-me duas vezes e como acompanhamento um prato de alface, engraçado que quase sempre sou uma das últimas a terminar de comer...


Subi e me deitei, mas não dormi, fiquei fazendo palavras cruzadas e ouvindo música... Isso até o momento em que titia acordou e quis jogar baralho, lá fui eu.


A tarde foi tediosa e levemente fria. Fui ao mercado com mamãe, analisar as coisas que compraríamos para o dia seguinte. Na seção de condimentos e essas frescuras um cara me segurou pelo braço e começou a falar rapidamente, era argentino.


Sabe aquelas situações em que seu cérebro trava? Pois bem. A pessoa falava muito rápido e eu mal consegui raciocinar, a única coisa que entendi foi o "no entendies lo que hablo?". Depois de ele repetir umas três vezes é que vi o frasco de cobertura para sorvete que segurava.


- Ahhh, quer saber o que é?


- Sí.


- Cobertura para helado.


- No ser miel?


- No, miel ser ese acá.


Ele fez uma cara de desgosto, não sei se pelo preço, ou pela aparência do produto.


- Ah, muchas gracias.


Virou-se e saiu com um meio sorriso. A mãe apenas ficou olhando com uma cara de "acabou?" e eu segui parada no meio do corredor. Estranho. Se não bastasse, na volta, dois argentinos começaram a discutir na nossa frente, um de frente para o outro, tivemos que atravessar a rua porque eles não devem ter percebido a nossa presença [ironia].

Ao voltarmos estavam começando a janta, carreteiro. Comi o suficiente.

Depois voltamos ao mercado, dessa vez com um casal e sua filha de 6 anos, a menininha grudou em mim. Tornei-me uma espécie de babá. Ela tinha uma daquelas molas de plástico, colorida e acabou enroscando-a no meio e coube a minha pessoa arrumá-la. Infelizmente eu quebrei um pedaço e senti a maior vergonha, desculpei-me e me comprometi a comprar outra no dia seguinte, sabe o que ela me respondeu? "Não tem problema, assim eu tenho duas para brincar".

QUE TIPO DE CRIANÇA DIZ ISSO?

Sério... Eu pensei que ela fosse espernear, chorar, me xingar, mas não ela falou aquilo toda alegre e saltitante, foi pouca coisa, porém mexeu muito comigo, nessa noite esta menina conquistou parte de meu afeto. A pequena Elidiane, amanhã irei comprar uma nova mola para ela.

Ao voltarmos para casa as ruas continuavam empoçadas, havia chovido pouco mais de meia-hora e a frente de casa quase alagou, blé.

É quase meia-noite e a maioria do pessoal ainda não voltou, melhor dormir, amanhã será um looooooongo dia.

Nota: Colocar o celular para despertar 6:45.


Continua...


DIÁRIO DE VIAGEM


SAUDAÇÕES COLORADAS!
Passaram bem esse tempo sem a minha pessoa? Se entupiram de churros? Engordaram toneladas?
Se sim... Que nojinho...

Como podem perceber eu estou de volta e repleta de novidades... Ta eu não estou repleta de novidades, mas pelo menos ainda posso lhes contar sobre a fantástica viagem que fiz com mais de cinquenta pessoas.

Digo que inicialmente pensei que seria um porre ficar com tanta gente desconhecida em um dos lugares menos divertidos para mim, felizemente me enganei. Conheci pessoas muito alegres e brincalhonas, gente prestativa e solidária, sempre de bem com a vida.

Dia primeiro de fevereiro marcou meu reencontro com o mar depois de mais de dez anos. Não senti grande emoção ou excitação, foi comum, normal... Até a primeira gota de água entrar pelo meu olho esquerdo e eu perceber que realmente estava dentro do mar.

Sendo assim hoje postarei a primeira parte do "meu diário de viagem", dessa forma estarei me poupando de sair contando para cada amigo como foi essa feliz experiência.

Dia 1

Olá, meu feliz caderno de anotações, hoje começa o martírio.

Começamos bem a nossa viagem. Saímos de Erechim num grupo de 45 pessoas e nosso horário de saída estava marcado para as quatorze horas, houve um pequeno atraso de outras duas horas... Duas horas debaixo de um Sol horrível, detalhe... Eu estava de calça, tênis e blusa preta... Quase não cozinhei.

Sentei-me ao lado do Ale, nossos bancos eram os de número 31 e 32, acho. Atrás estavam mamãe e tia Nelsa, e ao lado uma criancinha chata que não cansava de chorar. Paramos somente, por volta das vinte horas, para jantar. Antes disso o motorista resolveu colocar o divertido dvd do show "Vitor e Leo", uma maravilha. Minha refeição foi um pastel de queijo, muito bom por sinal, um suco de laranja com acerola e um picolé de limão. Fomos um dos últimos a voltarmos para o ônibus.

Assistimos "Todo Mundo em Pânico 4", consegui rir um pouco.

23 horas e o silêncio no transporte. Estava bem tranquila ouvindo L'Arc quando um grande estrondo abaixo dos meus pés alertou-me. Alguém começou a gritar desesperado lá na frente, "O PNEU FUROU! O PNEU FUROU!" Pior é que eu comecei a rir descontroladamente (!) e paramos. A sorte de estarmos em uma reta.

Mais de uma hora para trocar o bendito pneu que havia estourado. Depois disso ninguém mais dormiu.

Chegamos em Itapema hoje a uma hora, subi com duas malas até o nosso quarto, o de número seis, vesti a cama, troquei-me, escovei os dentes e desabei, acordei agora para tomar café.

Uma pousada de dois pisos. Há uns doze quartos, cada um com seis camas, um banheiro e ventiladores (para nossa sorte). O "refeitório" possui três mesas, bancos, cadeiras, poltronas, um sofá e uma grande tv. A cozinha é extramente quente e abafada, não quero imaginar como será na quarta, o dia em que fomos encarregados das refeições.

Meu desjejum de hoje foi: uma xícara de café, pão, geléia de uva e uma banana, sinto que vou engordar horrores. Daqui a pouco vamos nos trocar e caminhar na praia preciso esticar as pernas.

...

Voltei! E minhas pernas estão moídas, caminhamos bastante e depois entramos na água, muito Sol, acho que choverá. O mar não estava tão agitado, poucas ondas e poucas pessoas no local onde nos fixamos, foi bom, nada de tumulto. Ah! Um comentário sobre esse primeiro dia de mar? Salgado... Meus olhos que o digam.

Chegamos meia hora antes do almoço, tempo suficiente para se tomar banhoe tirar toda essa areia do corpo, já disse que odeio areia? Eu fico me coçando, é horrível, nojento.

...

Hoje almoçamos bife no disco, arroz e salada. Pequeno comentário: MEU DEUS QUE CARNE BOA. Fazia tempo que não experimentava uma carne tão macia e com pouca gordura... Amanhã terei que caminhar o dobro.

Aqui cada um lava a sua louça, infelizemente tem gente que se aproveita disso, deixa os pratos na pia e some sem deixar rastro, minha mãe quase discutiu com uma moça por causa disso, vamos conter os ânimos...

...

Dormi até as quatro e não estou a fim de ir até a praia (mesmo que esteja a menos de 400 metros daqui), vou ficar escrevendo, preciso terminar o capítulo do haitsu, não quero tornar isso uma "lenga-lenga". Tia Nelsa está me chamando para jogar "escova", huhu, vamos ganhar algum dinheiro.

...

Perdi. Perdi. Perdi. E cansei de ouvir a mãe dizer "Azar no jogo, sorte no amor", um incentivo e tanto... Acho que não vou jantar.

Ta eu vou jantar porque hoje teremos macarrão à bolonhesa e de sobremesa melão... Depois vamos passear por aí mesmo, não acho que terei uma indigestão. Terei?

...

23 horas. Meu último registro do dia: fomos até o tal "Andorinha Shopping" e a única coisa que me chamou a atenção foi um guri que quase destruiu a máquina de "pump", aquilo era um monstro, ele não pulava, mas afundava o pé no negócio, foi medonho, espero não ter pesadelos... Aliás estava muito quente e o mar está muito agitado, amanhã teremos ondas boas.