terça-feira, 11 de junho de 2013

A VOLTA DOS MORTOS VIVOS


Amidalite manda lembranças.

Estava mais do que na hora de tirar as teias de aranha desse lugar. Como já havia comentado com alguns amigos, vou reativar isso aqui, está na hora de postar algumas histórias velhas e que estão encarceradas nas gavetas, mas principalmente, pretendo utilizar o blog como link para notícias do intercâmbio. E como sou velha, das antigas, não, não vou arranjar outro domínio pra postar qualquer coisa.

Como todos sabem, estou passando pelo processo seletivo mais longo da minha vida, até então. Sem mentira, já são quatro meses de angústia e estresse gratuito entre cata de documentos, provas, traduções à espera de um resultado positivo quanto ao processo de realocação do Ciência sem Fronteiras para a Irlanda.

E por que Irlanda? Sinceramente eu não saberia dar um motivo concreto para a minha escolha, antes mesmo de passar por todo esse transtorno de realocação, estava muito tentada a me inscrever para a Holanda, até porque a minha orientadora na universidade tem alguns bons contatos por lá na área do meu interesse. Contudo por algum motivo obscuro além da isenção do teste de inglês (o qual não tinha dinheiros para fazer na época) acabei optando por Portugal. Quando veio a notícia de que as bolsas para a querida terra Lusitana estariam suspensas nessa chamada, tive algumas boas opções, fiquei muito em dúvida entre Irlanda e Itália. Se eu escolhesse esse segundo, sabia que teria algumas facilitações em virtude da dupla cidadania, sem contar que até hoje tenho muita vontade de aprender italiano. Mas, como sempre, o meu dedo podre entrou em ação e acabei deixando a curiosidade por conhecer a terra dos leprechauns e dos bons pubs falar mais alto.

Se soubesse que seria tão demorado e mal organizado esse processo, com certeza teria escolhido, sem pensar, na Itália. Todos os outros países já estão encaminhados, os alunos com seus aceites em mãos, com datas marcadas para viajar, enquanto nós da Irlanda ainda estamos no escuro quanto a uma porção de informações.

Sem mentira, a cada semana que eu entrava no site pra fazer a aplicação, os "scores" mínimos do TOEFL ITP mudavam, bem como o tempo de curso de inglês em que me incluía (passei de 3, 6, 9 até 12 meses).

Enfim, depois de todos os documentos organizados, cartas de recomendação assinadas e maiores esclarecimentos das minhas universidades de interesse, acabei com as seguintes opções: Athlone Institute of Technology (AIT), Cork Institute of Technology  (CIT) e National University of Ireland, Maynooth (NUIM).

Athlone é uma cidade no centro do país, tem pouco mais de 15 mil habitantes. Fica situada a cerca de uma hora e meia de Dublin e, segundo boatos, tem alguns problemas sérios com abuso de drogas (?).  A estrutura do lugar, pelos vídeos que catei pela internet, é muito boa, os laboratórios são muito bem equipados, bem como há grande estímulo para a prática de esportes dentro do instituto. Escolhi o AIT por duas razões: os módulos ofertados em Toxicologia e a data de embarque para minha pontuação em inglês. Não comentei, mas TODAS as instituições em Dublin estavam de frescura com essas pontuações e com as datas de embarque, todas para 2014 apenas, por mais que você precisasse apenas de 3 meses de inglês (cadê lógica, né vida?).


É daí que vou me jogar caso dê tudo errado nessa vida, risos

Já Cork é a segunda maior cidade da República da Irlanda e a terceira da ilha, por incrível que pareça, apenas um pouco maior que Erechim, com cerca de 120 mil habitantes e fica mais ao sul. Além dos fatores renome, qualidade e do mais importante, ofertarem Ciências Herbais, o que me levou a escolher CIT como uma das minhas opções foi a presença de aeroporto na cidade, bem como as linhas de trem que interligam toda a região, juntamente com Dublin, mas claro... ela ser sede da Heineken e da Apple Computer (na Europa) também contaram muito.

Olá, sonho de consumo!

E por último, a única cidade exclusivamente universitária da Irlanda, Maynooth. Situada a 25 km de Dublin, ou seja, pertence à região metropolitana, Maynooth tem apenas 12 mil habitantes e um dos principais centros históricos irlandeses. O mais interessante é que a NUIM é a segunda universidade mais antiga da Irlanda e tem como ponto forte as pesquisas na área de Imunologia, saudades baiana querida!

Ficaria muito #chatiada de estudar num lugar desses

Obviamente, tenho minha primeira escolha apesar de já ter recebido o aceite de uma (hehe), mas sigo na expectativa até, pelo menos, o dia 4 de julho. OREMOS!


E aí? Qual vocês acham ser minha primeira opção?

quinta-feira, 15 de março de 2012

PERMANEÇO SÃ E SÓBRIA (?)

Saludos, chicos!

Como han estado, de maravilla? Si?

Well well... já estava mais do que na hora de tirar o pó e as teias desse lugar. Ainda que a ferramenta ‘blog’ tenha se tornado um tanto obsoleta quando lá fora há ‘tumblrs’ e ‘twitters’ dá vida (a única funcionalidade do tumblr, para mim, tem sido apenas a de roubar alguns gifs). Eu gosto do blog, aqui sinto que posso deixar um pouco mais à vontade meus pensamentos e jogar tudo o que não consigo dizer em voz alta.

Agora, confesso que só irei atualizar isso por conta das minhas incessantes noites de insônia, prova disso é que nem ao menos estou com o notebook em mãos para redigir este pequeno texto, e sim o velho caderno e uma caneta (a terceira, já que as anteriores me deixaram à deriva), para complementar: que letra horrível!

Mas como mencionei: insônia. Bem, não que eu tenha me embebedado de café, aliás, como diria nossa carismática Kenzi: “café não é uma bebida, é um abraço”. Não caros amigos, o máximo que tenho bebido nesses dias é água, ou algum tipo de suco estranho, isso porque meu estômago não anda no melhor da sua forma, na realidade, minha coluna e meus olhos muito menos, falei sério, dias atrás, quando pedi emprestado um tapa olho, está complicado deixar o esquerdo aberto sem que algum tipo de dor ou formigamento tomem conta do coitado. Vamos encarar que isso se chama I-D-A-D-E.

E por falar em idade... Ok, não tem relação alguma, contudo eu teria que começar de algum ponto. Notei algumas mudanças sutis no meu comportamento nesse último ano. Como poderia dizer, hm... creio estar um pouco mais comunicativa, até um pouco mais sentimental (?) quem sabe essa seja a explicação pra ter tanta música melosa no meu playlist, alguém me exorcize.

Excluindo esse pequeno detalhe das músicas, não é algo tão ruim já que sei o quanto eu posso ser fechada e fria em certas ocasiões. Não é segredo pra ninguém eu não gostar de falar da minha vida pessoal ou qualquer coisa mais íntima em relação a minha vida, fortes motivos para isso sim sim. Tendo em vista tudo isso, o ponto positivo: ano passado consegui me ‘libertar’ do meu maior segredo e por meios não muito espontâneos jeje... e considerando que seja algo muito doloroso para lembrar e que de uma forma ou outra irá assombra minha vida (e moldou parte da minha personalidade), partilhar desse segredo serviu para ser uma experiência que veio a me fortalecer, do mesmo modo que serviu para fazer o mesmo com meus laços afetivos (thanks, guys!).

Pessoa em modo de renovação de espírito, YEY! Haha. Eu sei, foi sem graça.

Para não dizer total necessário, considerando o horror que foi 2011. Nunca vi tanta coisa ruim acontecendo ao mesmo tempo, em todos os aspectos. Felizmente, aos poucos vamos cicatrizando os danos, embora alguns ainda estejam frescos, BEM frescos (ui). A notícia boa é que 2011 também encerrou com algumas descobertas, duas pessoas que com certeza mudaram minha vida (estão mudando), ainda que não tenham conhecimento disso e que não terão se depender de mim.

Queridos amigos, estaria eu passando por uma crise de identidade? Esse é o momento estranho em que quem lê o texto acaba tendo algumas ideias erradas. Vamos apenas dizer que estamos fortemente divididos entre razão e coração (não é algo que ocorre com grande frequência comigo, eu não costumo hesitar em escolher a primeira opção), de uma forma nada bacana, que chega a sufocar, apesar de eu tentar contornar da melhor forma possível, ninguém pode negar que eu não seja boa com isso, sou feliz (?) por conseguir mascarar as emoções até atingir o limite. No fim das contas eu não sou cautelosa?

É eu sei que isso foi estranho. Fica difícil quando você quer gritar certas coisas, sobre você, sobre algumas injustiças que te cercam e tudo que no fim consegue é compartilhar com três pessoas. E novamente há quem pensará o que não deve, acho que posso conviver com isso.

Mudando um pouco de assunto, começo a acreditar naquelas teorias loucas de que em determinados horários da madrugada coisas estranhas acontecem. Sério, acho que tem algum tipo de assombração infernizando uma das minhas cachorras, sempre no mesmo horário, ela vem choramingar debaixo da minha janela e depois quase derruba a porta da sala, desesperada. Entra e começa a se morder toda, alguém conhece um exorcista de cães? Não tá fácil essa vida. Quem sabe tudo não passe apenas de paranóia minha pós American Horror Story (não que seja algo apavorante). Tive uns pesadelos bem macabros após alguns episódios. Num deles acabei levando um tiro na testa (foi muito real), à queima roupa, por um cara que atravessou a rua, sacou a pistola e baleou a mim e meu amigo desconhecido. Isso tudo também pode ser influencia daqui da casa, certeza... o corredor, o sótão, as escadas do Grito (que lembra fotos e bons tempos ), Jesus, eu vivo num ambiente de filme de terror!

E terror lembra que o ócio termina esse semestre, Farmacologia, serei sua fiel escrava! Estou feliz quanto a isso, tendo em mente a grade ‘eca’ desse período, será algo legal, bem melhor pensar assim, até porque meus planos para o próximo ano incluem Espanha e preciso de algo no currículo.

Pequena pausa para um aviso de última e hora (e que seja a última vez que precise repetir). Se eu torro sua paciência, se faço brincadeiras sarcásticas e (ou) irônicas a seu respeito. YES eu gosto de você, eu me importo com você, não tomaria essas liberdades se não o fizesse. Parem de ter ideias erradas, entender tudo errado... é a minha forma de demonstrar afeto, sacramenha! O dia que eu passar a ta ignorar, bom daí sim comece a se preocupar, ainda que também possa indicar apenas que eu precise de um tempo forever alone, ou que esteja me apegando demais e SIM, eu não curto muito essa ideia.

Retornando. Planos para o próximo ano (se houver um próximo ano): intercâmbio, aprender slap, adotar um gato.

Eu havia digitado até aí quando estava em casa, mas algumas situações me forçaram a esquecer isso (outra vez). O verdadeiro propósito era mesmo de mostrar que permanecia viva, até porque no fim das contas foram férias bem felizes, não, eu não viajei, passei o verão em casa, praticamente cuidando da casa, da mãe. Aperfeiçoei minha técnica no baixo, conheci pessoas novas, revi velhos amigos (alguns que estão bem distantes ou que havia visto pela última vez há alguns anos), aprendi novas receitas! Ok, eu viajei, por três dias, uma festa de formatura incrível e agora há um novo Engenheiro na família. Também ganhei mais um stalker, isso não é legal.

Nessa férias amadureci, amoleci, perdoei... e por fim... aceitei estar amando de todo coração, mas isso já é assunto para outro post.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

E HÁ QUEM DIGA QUE O PLANETA ESTÁ ENVELHECENDO


Hoje foi dia de Assembléia, ao menos 50% dos alunos do meu curso deveriam, ao menos, tentar se fazer presentes, isso em números poderia ser lido como em média umas 20 pessoas para mais, eu tive esperanças, mas elas se esvaíram quando a presença se fez em apenas 11 alunos.

É frustrante, pois havia muita gente pela cidade, ninguém pode não se dizer avisado, pois o convite foi veiculado em praticamente todos os meios para tentar atingir todos os alunos. É triste porque apenas três pessoas que não se fizeram presentes manifestaram opinião ou interesse em participar da reunião.

Eu não vejo desculpas para tal ato, pois dos presentes alguns também tinham compromissos, e ainda assim fizeram questão de comparecer e prestar opinião e voto sobre o que viria a ser decidido, não vejo desculpa aos que teriam laboratório o coisa parecida, pois não acho que um par de horas iria fazer muita diferença, não vejo desculpa por preguiça, pois eu também contemplava de sua presença, mas da mesma forma compareci, cumprindo com a palavra e 'presença' no Facebook.

É bonitinho na internet expressar uma opinião de apoio a uma causa ou coisa do tipo, é 'cool'. O que eu vejo por aí é muita gente bancando garnizé falando o que quer nas redes sociais, reclamando, xingando que não tem aula, xingando que só saberá se haverá aula numa sexta-feira, gente reclamando de talvez ter que cear com professores e técnicos em época de festas de fim de ano, a vocês eu só tenho uma coisa a dizer:

TO DE SACO CHEIO! E sabem por quê?

Porque das pessoas que tenho que ler opinião eventualmente, 99% apenas dá um motivo para ser contra a greve, a mesma ladainha de sempre:eu não quero ter aula em janeiro e fevereiro e mimimi

PQP (desculpem o linguajar) vocês me dão um motivo, que perto dos que são para se aderir à greve, é no mínimo TOSCO, pra não dizer outra coisa. Há de se pensar em prioridades, o que muita gente está dando a entender é que a única coisa que interessa é sim o diploma, só o diploma, dane-se a forma de como ele será obtido, se será com qualidade ou não.

Prédios estão caindo, laboratórios encontram-se precários, há falta de material, há falta de espaço, há o sucateamento, há superlotação em restaurante universitário, faltam bolsas, falta transporte, mas é tão simples calar a boca quando se tem a oportunidade de fazer um pouco de barulho e reivindicar algo.

'Lógico, essa greve só serve pra aumentar salário de Servidor e Professor que já ganha muito bem'.

AHAM, CLAUDIAS, SENTEM LÁ.

Eu paro pra pensar. A pessoa estuda, se forma. Inicia uma carreira na docência, começa ganhando uma miséria por uma carga horária incrivelmente sobrecarregada. Consegue fazer mestrado, doutorado talvez, o sálario sobe, mas as vezes nem tanto. Contudo, se ele agora passar a receber 5, 7 mil reais passa a ser absurdo, onde já se viu pedir aumento se você já ganha uma fortuna!

Mas analisemos, dias atrás li um comentário no Orkut, professor gosta de ostentar o carro que tem, almoçar em shopping e etc. Ora, andando pelo campus quantos carros 'do ano' se pode encontrar? Quanta gente que almoça em shopping, desdenha RU. Meus caros, não estamos falando de pouca gente, é fato que as universidades federais, ao menos do Sul do Brasil ostentam o maior número de alunos das classes A e B.

E então eu questiono: quanto tempo será que esse professor que gosta de esfregar o carro que tem, levou para de fato adquiri-lo?

Será que mamãe e papai o deram de presentinho?

É simples reclamar de alguém que tem um salário 'alto' num país em que o salário mínimo é miserável quando comparado a outros, mas não somos a 7ª economia já?

Eu devo concordar que acho justo ver um professor receber um salário desses, todavia acho fascinante a população ter conhecimento de político, nomeados e outros receberem quantia igual ou maior e ninguém fazer escândalo ou algo do tipo.

Eu acho que a classe dos professores deveria SIM ser uma, se não a mais valorizada.

Não se iludam, caros colegas.

A questão da aprovação de ilegalidade da greve pelo STJ, só um tolo não percebe tratar-se de pressão a fim de acabar a qualquer custo com a paralisação, eu chamaria de medo.

Aos que estão preocupados com seu ano letivo, aulas e etc. Calma, tantas outras greves já ocorreram, já passei por uma, vi um primo ganhar 'férias prolongadas' também em uma federal, para ser mais exata a UFSM. O calendário foi alterado? Foi. Foi ruim? Foi. Ele se formou a tempo? SIM. Numa das colações mais bonitas, o que me disseram. E hoje ele está ali, num bom emprego, feliz. Ele perdeu um pedaço?

O fato é, para quem quer estudar de verdade sempre há jeito, e se essas pessoas quisessem mesmo voltar para as salas não estariam perdendo tempo em twitter e coisas do gênero.

Então, quer reclamar? Dê as caras. Quer dar um motivo para ser contra a greve? Então apareça com um convincente, que seja de peso, e não com essa balela que já estou cansada de ouvir e ler.

Desculpem o post falando de um mesmo assunto, mas eu precisava desabafar. A essas crianças que vejo por aí, eu dou apenas um conselho: cresçam, sejam alguém com atitude.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

GREVE NÃO!


Tenho que parar de iludir que irei conseguir postar algo novo em dia "x", não funciona.

Estou em casa, com fogão à lenha, comidinha de mamãe, família linda, minhas filhas e sem notebook (desastre). Desastre porque detesto digitar no teclado aqui de casa, preciso afundar os dedos para que as letras saiam conforme meu gosto, e logo isso cansa muito.

Enfim, gente bonita, ainda estamos em ritmo de férias AEAEAE, zoação, cachaça e só alegria, tudo lindo e maravilhoso! Ao menos é que alguns aí têm comemorado...

No decorrer das últimas semanas eu tenho me deparado com muita gente egoísta só falando em não querer ter aula em janeiro por 'n' motivos (e de fato, eu não quero ter aula em janeiro, ninguém quer) e pedindo pelo fim dessa greve que já se arrasta por um bom período. Já li comentários do tipo "eu não um desocupado que tem tempo pra fazer greve, então vou trabalhar", já vi gente pedindo pelo fim da greve, ainda que não se tenha condições de ter aulas de qualidade.

Eu, como tantos outros amigos e conhecidos sabemos bem de como é ruim ver a greve de perto, muitos temos familiares que são Servidores Públicos, e conhecemos de perto a miséria que esses trabalhadores têm de enfrentar, tanto financeiramente quanto se compararmos as condições de trabalho que eles se deparam a cada dia.

Quando fulaninho ganha tudo de bom grado é fácil apenas fechar os olhos para as condições em que se encontra a nossa educação.

Ninguém gosta de greve.

Mas é mais do que um fato de que os mais interessados a acabar com ela, de uma maneira digna digo eu, quando são acatadas reivindicações de melhores salários e condições de trabalho. Nada de terminar 'na louca', apenas voltar às aulas não irá resolver os problemas, é preciso bom senso, o qual tem faltado muito ao nosso governo, que se estudantes, professores, funcionários e demais agregados se unirem, podem SIM causar algum 'estrago'.

Deprimente é quando um dos homens que deveria estar a serviço dos interesses do cidadão acha de maior necessidade aumentar em 100% o valor do salário de seu prefeito ao de um 'gari', pelo fato de acreditar que ambos recebem pelo quanto trabalham e fazem no dia a dia.

Deprimente é quando a senhora governadora do seu estado dá ordens para a Polícia Militar agredir professores em greve ,e alunos que os apoiam, em manifestação por seus direitos.

Deprimente é ver o governo 'devorar' metade do seu salário (que já é baixo) em razão dos impostos.

Mas mais deprimente é quando alunos se vêm mais preocupados a voltar às aulas a todo custo, ao apoiar aqueles que tornam possíveis as suas atividades curriculares dentro de uma instituição.

Por isso eu digo não a greve, eu não quero greve; pois eu gostaria de viver em um país em que ela não precisasse se fazer necessária.

domingo, 17 de abril de 2011

COBAIAS DA BIOMEDICINA


Eu realmente deveria estar estudando para a prova de Sistemas, mas sabe, todo esse assunto sobre memória, barramento, dados, sistema binário... isso simplesmente não me é muito bem compreendido, o que vem a me causar grande sonolência.

Sei que o blog tem estado às moscas, já criando bernes, como disse meu amigo, mas culpem o meu curso, culpem meus professores e seus trabalhos relâmpago, culpem meu organismo que ainda não entrou no ritmo, culpem Mario e Top Gear.

Falando em snes, aceito doações do console, até hoje arrependo-me por ter vendido o meu. Super Nintendo foi praticamente a minha infância (e de mais gente por aí, certeza), até mais que Playstation. Até hoje não sei quais botões eu apertava enquanto jogava Mortal Kombat e Street Fighter (venha alguém dizer que nunca jogou com Sub-Zero e Blanka, e quem jogou com Sub-Zero nunca deve ter vencido uma partida).

Quem nunca virou Top Gear? Quem nunca viciou na música tema de Top Gear? Tem como não viciar?

E Mario... Conhece o Mario? Haha

Enfim, não voltei para ficar falando de videogame (por mim eu passava o dia conversando sobre ATARI...), estou aqui para salientar minha desconfiança acerca do meu curso.

Antes que alguém apareça aqui perguntando: "Oh meu Deus! Você não está gostando?" Eu deixarei bem claro... Sim, eu estou adorando o curso, eu adoro o curso, acho que é exatamente o que eu queria e essa é a minha profissão (há pessoas que discordam disso); todavia, a maneira como ele nos foi apresentado causa-me certa apreensão. Penso que a grade não foi bem construída (se comparada com outras instituições), com disciplinas um tanto "vagas" e desconexas com a proposta do curso. Prova disso está no que eu lhes disse estar tentando estudar... Sistemas Computacionais... ok... até agora não entendo o motivo de ser uma disciplina obrigatória, bem como Entomologia (apesar de eu gostar muito).

Até considero interessante a ideia da Coordenação em querer nos tornar profissionais "versáteis", contudo, acaba nos faltando tempo para estudar o que realmente nos interessa, o que acarreta numa correria dentro das cadeiras, com assuntos cuspidos em nossas mentes, precisando rever muita coisa no semestre seguinte.

Não ter tempo suficiente para suprir os horários de Iniciação Científica é algo broxante. Precisar faltar aula, deixar de almoçar, arranjar tempo pra organizar trabalhos em grupo, acabam se tornando tarefas um tanto complicadas, não que seja minha experiência atual, mas vejo pelos meus colegas e isso acaba me preocupando: "será que valerá a pena?".

Logo estaremos na metade da graduação, e logo restará apenas um ano de disciplinas e eu continuo pensando: "falta muita coisa pra ser vista, dará tempo?". A prova do ENADE está aí para comprovar (ainda que eu pense que não prova coisa alguma), será que obtivemos um desempenho satisfatório para um primeiro ano?

Os coordenadores repensaram algumas coisas de um ano para o outro, modificaram alguns quesitos dentro das disciplinas, modificaram os horários, mas ainda é muito falho e o que sinto no momento, não é a sensação de ser uma "Pioneira" da Biomedicina UFPR, não uma integrante da primeira turma desse curso na Federal, sinto apenas como se eu fosse mais um rato de laboratório.